segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Recolhimento do veto para contagem parcial!

Amigos da luta pelo Cocó,

É chegada a hora de juntarmos as folhas assinadas do veto popular. Desde junho, quando foi iniciado o esforço da coleta de assinaturas para o veto popular, muitas pessoas assinaram, participando das manifestações para divulgá-lo e pegando folhas para a coleta de assinaturas com amigos e familiares, e com certeza devemos estar no caminho de atingirmos nossa meta de 80 mil. No entanto, falta sabermos em que parte do caminho estamos: Falta metade? Falta muito? Falta pouco?

Para isso, precisamos que você entregue suas folhas assinadas na Escola Vila para fazermos uma contagem parcial. Esse é um convite encarecido do SOS Cocó. Lembrando que apenas as assinaturas com o número do título de eleitor serão aceitas nas folhas.

E continuemos com a coleta de assinaturas paralelamente! Ajudemos a tornar o número de assinaturas da expressividade desejada!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Nós também queremos ver o Cocó!

Manifestação no dia 27/10
Nós também queremos ver o Cocó!
Vamos todos assinar o veto popular!

Amantes da Natureza,

O movimento SOS Cocó convida todos a comparecer dia 27/10, às 10h30, no Parque do Cocó (cruzamento das avenidas Eng. Santana Jr. com Pe. Antônio Tomás) para manifestarmos o direito à paisagem e chamarmos a população para assinar o veto popular.

A manifestação contará com encenações, faixas, cartazes e rostos pintados. Tudo bem lúdico, como é marca das manifestações do movimento.

Contamos com a sua presença!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Rios de Fortaleza e a Prefeitura

Um grande problema sócio-ambiental da cidade de Fortaleza acha-se associado às áreas de risco no entorno das planícies de inundação dos rios Cocó e Ceará. A realidade nessas áreas é drástica, para a população, que fica sujeita a enchentes, sem o mínimo de infra-estrutura sanitária, e para os rios, que têm suas águas poluídas e são estrangulados por aterros sucessivos.

Essa grave situação sócio-ambiental sempre foi objeto do movimento ecológico em Fortaleza, que há anos pleiteia uma solução para o problema, tanto no seu aspecto social quanto natural. Nesse contexto, foi com grande entusiasmo que recebemos a notícia, através da proposta de pauta da reunião de setembro do Conselho Municipal do Meio Ambiente-Comam, de intervenção da Prefeitura Municipal de Fortaleza na bacia dos rios Cocó e Ceará nessa perspectiva, através de ação organizada pelo “Projeto de Requalificação Urbana com Inclusão Social - Preurbis”. Mas, que decepção! O projeto, é verdade, prevê a retirada da população de várias áreas de risco nos vales desses rios, mas pasmem! Nada existe em termos de recuperação natural dos segmentos degradados! Ao contrário, os aterros e espaços tomados ao verde pela população de baixa renda serão objeto de obras de engenharia visando a captura de drenagem superficial e a construção de equipamentos!

Nada de desaterros, nada de instalação de vegetação ribeirinha, nada de recuperação do ambiente alterado! Serão inclusive realizados novos aterros e impermeabilizadas parcelas das áreas, exatamente o oposto do que se espera de um processo de recuperação ambiental. Qual o objetivo então, exatamente, dessa intervenção ? Pois se a área ocupada pela população vai ser “saneada’, quais os argumentos para a remoção das moradias, se não fosse o objetivo de preservação ambiental? Ou estamos apenas preparando um futuro novo calçadão para ricos no entorno dos nossos grandes rios??

E nós, que esperavamos tanto dessa gestão em termos ambientais! Mas dia-a-dia, as expectativas vão sendo substituídas por tristes decepções. A cultura ambiental da cúpula da Prefeitura demonstra com perfeição a situação desamparadora em que nos encontramos: durante a reunião do Comam, um dos secretários municipais declarou sem meias palavras que não vê problemas em aterrar áreas de preservação permanente. Outro afirmou que meio ambiente é como casa, pode ser reformado e requalificado a qualquer momento….

Talvez essa carência de cultura ambiental por parte da Prefeitura Municipal possa explicar a Avenida Juarez Barroso, que desmatou mangue no início da sua construção, ou a concessão do alvará de instalação da Torre do Iguatemi, nos limites do Parque Ecológico do Cocó, ferindo de maneira afrontosa o direito à paisagem, ou ainda a proposta de construção de pólo de esportes no pólo de lazer da Sargento Hermínio, que já conta, como o resto da cidade, com poucas opções de espaços verdes. Quando será que Fortaleza haverá de merecer a atenção de uma cultura ambiental fortalecida?. Enquanto isso, vamos perdendo, de uma forma ou de outra, as áreas de entorno dos nossos rios…

Vanda de Claudino Sales - Ambientalista e professora da UFC

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Manifestação da corrida do Iguatemi

O SOS Cocó, no dia 23/09 (domingo), fez sua manifestação no cruzamento da Eng Santana Jr com Antônio Sales. O ato foi feito com atividades como música, feita por um grupo capoeira, e de esquetes, que simbolizavam a especulação imobiliária ameaçando o planeta.

Importante salientar algumas coisas em relação ao que o jornal O Povo publicou:

"Cinco integrantes da ONG SOS Cocó realizaram uma manifestação momentos antes da Corrida Iguatemi, realizada na manhã de ontem, em Fortaleza. Segundo o blog da entidade - soscoco.blogspot.com - os manifestantes tiraram a roupa em protesto contra o nome do evento (Corrida Iguatemi - entre em ação com a natureza). Os manifestantes acabaram detidos pela Polícia."

1) O SOS Cocó não é uma ONG, mas sim um movimento ambientalista.

2) Não foi o SOS Cocó que fez o ato citado, mas sim outros grupos, entre eles: Crítica Radical, Bloco Verde, Frente Popular Ecológica e indivíduos independentes.


sugestão de link: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/09/395731.shtml

sábado, 22 de setembro de 2007

Cocó no poder público

Um pedido de apoio feito pelo movimento SOS Cocó à Organização dos Advogados do Brasil (OAB) dá um respaldo mais amplo à luta pelo Cocó na cidade. Durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da organização, na segunda-feira, dia 17, o grupo ambiental foi informado da aprovação por unanimidade do pedido de apoio.

Com isso, a OAB/CE se compromete com a realização de audiências públicas, debates, notas na imprensa e ações judiciais com o objetivo de solucionar os graves problemas de agressão ao meio ambiente em Fortaleza. Tais agressões constituem violação dos Direitos Humanos Fundamentais, assim como da Constituição Federal, que no artigo 225 diz que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida (...)”. E como este mesmo artigo continua logo em seguida: “(...) impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações”.

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Dois projetos de Ações Civis Públicas seguiam no Ministério Público. Uma delas, no Estadual, que foi discutida no dia 11 de setembro na Procuradoria Geral da Justiça e era diretamente contra a torre do Iguatemi era ainda Procedimento Administrativo e foi arquivado na Promotoria do Meio Ambiente; o outro Procedimento ainda tramita.

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O COMAM (Conselho Municipal do Meio Ambiente), desde os momentos de fortes emoções e contradições da reunião de agosto, praticamente desapareceu até o dia 19 de setembro, quando foi realizada a 34ª reunião mensal. A pauta constou de informes, apresentação e aprovação da ata da 32ª Reunião Ordinária (ou seja, a anterior à reunião das revelações) e apresentação do Programa de Requalificação Urbana com Inclusão Social – PREURBIS (que envolve áreas ao longo do rios Cocó, Maranguapinho e Vertente Marítima, além de um projeto de reurbanização para a Praia de Iracema).

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Importante lembrar da manifestação amanhã: Corrida do Iguatemi CONTRA a Natureza. O shopping organizou uma corrida que se chama, por incrível que pareça, "Corrida Iguatemi - entre em ação com a natureza", que ainda contará com Daniela Cicarelli conduzindo o evento. Depois das propagandas "Verdeverdade", que praticamente afirmavam que a empresa que havia feito surgir toda a área verde que hoje é parque, agora vem esse outro apelo de autopromover uma imagem de "amigo do verde".

A manifestação, que será como sempre pacífica, acontecerá às 7h30 no cruzamento da avenida Antônio Sales com Engenheiro Santana Jr. Compareça!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Manifestação: Corrida do Iguatemi CONTRA a Natureza

Domingo, dia 23/09, às 7h30, no final da Av.: Antonio Sales, cruzamento com Eng. Santana Jr, haverá uma manifestação do S.O.S Cocó contra a devastação do entorno do Cocó. Aproveitamos essa data, hora e local para manifestar, pois haverá um evento do Shopping Iguatemi chamado "Corrida Iguatemi - entre em ação com a natureza". Este evento contará com a presença da modelo Daniela Cicarelli.


A manifestação será de um teor pacífico e lúdico.

Vamos mostrar que o verde é maior do que tudo!

Não vamos deixar que usem o nome da mãe natureza em vão!

Compareçam!

sábado, 1 de setembro de 2007

Ministério Público de novo contesta torre do Iguatemi

Blog do O POVO de hoje, 31

Torres balançam

O Ministério Público Federal no Ceará, através da procuradora da República, Nilce Cunha Rodrigues, ajuizou ação civil pública pedindo a paralisação da construção do empreendimento Iguatemi Empresarial, mais conhecido como Torre Iguatemi. A procuradora se baseou em estudo técnico-científico desenvolvido elaborado pelos peritos do Ministério Público, que se fundamentaram em material colhido em órgãos públicos e universidades. A conclusão do estudo apontou que a partir de levantamento histórico de toda a região, a área ocupada pelo empreendimento é de manguezal, sendo também terreno de Marinha, portanto, bem da União. Nilce Cunha ressaltou na ação que o Centro Empresarial não se reveste de qualquer utilidade pública ou interesse social, sendo apenas um empreendimento privado que se implantado naquela área irá comprometer extraordinária e injustificadamente o ecossistema do manguezal da bacia do Rio Cocó, que já se acha extremamente prejudicada pelas visíveis devastação e poluição ali praticadas.